sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
Devaneios IV - 3
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Devaneios II - 2
"...E pensar que havia voltado à vida pra algo. Agora descobri pra quê.... pra ser um morto-vivo."
Novamente pára de bater este coração.
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Devaneios IV - 2
Será isso um reflexo do cotidiano, do mundo atual, onde tudo parece vazio e sem sentido? Talvez... talvez tenha absorvido esse vazio...
E agora, esse vazio reside em meu peito....
Até quando? Talvez eternamente.... Devo me acostumar a isso um dia....................................
terça-feira, 7 de setembro de 2010
Devaneios IV (Pensamentos soltos)
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Devaneios III (Espíritos do Passado)
_ Que lugar é este?
Olho para os lados e me vejo cercado por bambus verdejantes, sinto o ar mais puro do que nunca; continuo a olhar em volta, vejo uma pequena queda d’água a minha frente, se dividindo em duas e formando uma pequena ilha no centro, lá vejo um homem a meditar.
Aproximo-me mais dele, vejo que veste um kimono em tons claros, e segura uma bela katana. Fico mais afastado, por não querer atrapalhar, mas ele já havia percebido minha presença desde que cheguei aqui.
_ Aproxime-se. - Disse ele.
Chego mais perto, e vejo em seu rosto uma expressão tão serena, que chega a me acalmar.
_ Quem és, e onde estamos? – Pergunto a ele.
_ Sou uma de tuas vidas passadas, e aqui é um canto ainda puro dentro de sua alma.
_ Puro? Como assim?
_ Cedeste à Besta dentro de ti, e isto fez com que sua alma fosse maculada.
_ Mas você sabe que não tive escolha, você, melhor que ninguém, sabe o sofrimento de um guerreiro, sabe o sofrimento de perder não só uma, mas diversas batalhas.
_ E tornar-se um monstro alivia isso?
_ Sim, a dor passou, os fantasmas do passado sumiram.
_ Sumiram, ou esta Besta não quer que você veja os erros que cometeu para que possa aprender com eles e evoluir?
_ Não! A dor passou! Sinto-me livre novamente! Não sinto necessidade da companhia de outros.
_ Isso porque sua alma está vazia. Sentes um vazio enorme em seu peito, estou correto?
Fico quieto por breves momentos, mas caio em prantos e respondo:
_ Sim.
_ Mas ainda há uma chance, volte para o caminho do guerreiro, retoma tua honra, assemelha teu espírito ao meu novamente.
_ Mas como?
_ Isso terás de descobrir sozinho, e também deverás trilhar este caminho sozinho.
terça-feira, 31 de agosto de 2010
Devaneios I - 2
Devaneios I – 2
Naquela noite chuvosa, caminhando a esmo, em meio a uma poça vejo aquele rosto refletido novamente.
_ Sei que me procuravas. – Ele disse.
_ Então sabes o porquê, não? – Respondo.
_ Sim.
_ Serei eu capaz de controlar estes impulsos bestiais?
_ Sim, e não. Você sente raiva, mas seu orgulho não permite mostrá-la, você sente angústia, mas é orgulhoso demais para aceitá-la, você é fraco, mas novamente o orgulho não permite que encare esse fato.
_ Quer dizer que meu orgulho me cega?
_ Sim. Enquanto não deixares o orgulho de lado, perceber que tudo tem dois lados, e aprender a controlá-los, não serás bom o suficiente para isso. Até lá, não me procures.
E ele some daquela poça.
Continuo a caminhar pensando no que ele diz, mas não faz sentido... Talvez seja por essa indiferença ao mundo e a mim mesmo. Mas por que me sinto assim? Por que isso? Não sei, mas nem mesmo estas palavras fazem sentido...
(texto incompleto por repentina indiferença ao mesmo, e conseqüente falta de inspiração)
sábado, 28 de agosto de 2010
DEVANEIOS II – 1
Carta de um coração morto
Deixo nestas linhas as últimas palavras de um coração a definhar.
Sei que meu tempo aqui é pouco, e não quero que seja diferente.
Bons momentos eu tive nesta vida, não posso negar, mas de batalhas vivi, ultrapassei barreiras que achava serem meus limites, me feri muito, mas a vontade de lutar era maior, mas, como todas as feridas, se não são bem curadas, tornam a te incomodar, ou até mesmo a sangrar novamente. As minhas se abriram, e sangrei.
Analisei cada sentimento, cada luta que tive, e percebi que a maioria foi
Este coração hoje morre à toa, sem honra, sem a dignidade de morrer por alguém, morre de dor, tristeza e sofrimento, só não morre em silêncio, pois deixa estas palavras para os raros que as lerão.
Adeus, caros... Que vossos corações não tenham o mesmo destino que este, de morrer em prantos solitários.
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Um outro começo
DEVANEIOS I - 1
_ Quem és? Pergunto eu.
_ Ora, não reconheces tua própria face, meu caro? Responde ele passando as mãos por seu rosto.
_ Mas se somos uma mesma pessoa, como estamos tendo esta conversa?
_ HA HA HA! - gargalha ele, maliciosamente - Ainda não percebeste que sou uma parte de sua consciência? Preso por todo esse seu moralismo, racionalidade e seus falsos ideais? (Ele, ou melhor, eu, me mostra seus pulsos acorrentados)
[Por conveniência continuarei a chamá-lo de “ele” nesta narrativa]
Fico perplexo, sem palavras para respondê-lo.
_ Sim, percebo que isso tudo não acorrenta a mim, mas a ti mesmo, não? Vejo pela sua falta de palavras. Enfim, assim é melhor. Você sempre foi todo certinho, tão apegado aos seus ideais, achando que com eles poderia tornar o mundo melhor, mas veja o que te aconteceu! Só merda nessa sua vidinha insignificante! Um emprego medíocre. Amor? Cadê? E pra quê? Amigos? E não me venha com este papinho de família não! Isso pra mim só era válido para aquele pessoal que pregava o “Tradição, Família e Propriedade” daqueles ultra-conservadores. Você é só uma marionete do sistema que você mesmo criou para si! Liberta-me! Liberta esta fera acorrentada! – gritava ele – Deixa teu lado animalesco fazer estrago nesta sociedade de covardes que se escondem atrás de contratos sociais, fingindo serem civilizados! Deixa-me instaurar o caos neste mundo, infectar a todos com esta loucura, com a verdade!
E qual é esta verdade? – grito eu interrompendo-o.
_ A verdade? Você quer realmente saber a verdade? A verdade é que todos somos animais! Socialmente nunca evoluímos, pelo contrário, regredimos! Ficamos com medo, nos escondemos atrás dessas regras! Deixe-me libertar o mundo dessa podridão!
E neste momento dou um soco no espelho, estilhaçando ele todo, fragmentos ferem minha mão. Olho o sangue escorrer e uma gota cair em um fragmento do espelho, ao que ela cai, escuto bem ao longe uma risada e uma pergunta: “Quanto tempo ainda conseguirá viver nessa farsa?”
terça-feira, 27 de abril de 2010
Capítulo 2
Eis o capítulo 2...
Acordo com o telefone do quarto tocando. Avisam que o café está servido, e a recepcionista me pergunta se vou descer para comer.
Ela tinha uma voz doce, suave, quase infantil.
Jogo uma água no rosto, pego uma roupa na mala e desco para comer.
Silêncio, corredores vazios, hall vazio, e só eu no salão onde servem o café... Só eu e a mesa posta com as comidas e bebidas.
Volto até a entrada para falar com a recepcionista, mas ela não está. "Deve ter dado uma saída" pensei. Voltei e tomei meu café, já que estava morrendo de fome.
Caminho até o quarto para pegar minhas coisas e ir embora e, não! de novo essas fotos?! E... espera! uma foto em que estou matando minha irmã, e.... argh! não consigo ver de novo aquela cena. Corro para o banheiro e coloco para fora todo o café que acabei de tomar.
Droga! Pego as fotos e rasgo elas, jogo num saquinho, enfio na minha mala e saio correndo quarto a fora. Entro no meu carro e me sinto mais seguro ao ver que não há nada de errado por ali.
Saio andando pela cidade, já reestabelecido do susto. Preciso me organizar, planejar... Primeiro, comer algo, já que meu café ficou no vaso; segundo: jogar fora essas fotos perturbadoras.
Me parece uma cidadezinha pacata, poucas pessoas na rua, alguns estabelecimentos fechados. Dirijo até uma padaria e paro ali para comer algo. As pessoas me olham meio estranho, mas nem dou bola, simplesmente como algo logo e saio. Em uma das ruas que cortam a avenida que eu passava vi que tinham ateado fogo em uma pilha de lixo, ótimo local pra me livrar daquelas coisas tenebrosas. Dou a volta, paro meu carro a uma certa distância e ao abrir a mala para pegar a sacola, qual o meu terror ao vê-las todas intactas e emplihadas! Pego elas e jogo no fogo; fico assistindo elas queimarem por alguns instantes para ter certeza de sua destruição. Agora preciso voltar para casa, preciso descobrir o que está acontecendo...
