sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Devaneios IV - 3

É.... esse é o devaneio que mais tem rendido, mas dessa vez não consigo expressar em palavras o vazio dentro de mim... o mais próximo disso é um buraco negro em meu peito... o mundo não vai parar pra eu me curar, por isso sigo caminhando a esmo, até encontrar um motivo para seguir em frente, sigo vivendo em "modo automático".... para sempre talvez? Não sei.......

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Devaneios II - 2

Bilhete encontrado amassado daquele mesmo coração...

"...E pensar que havia voltado à vida pra algo. Agora descobri pra quê.... pra ser um morto-vivo."

Novamente pára de bater este coração.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Devaneios IV - 2

Passados um tempo desde a última postagem, resolvi que precisava escrever novamente.... Mas sobre o que? Sobre o vazio... Vazio que me tomou nesse meio tempo, que bloqueia minha criatividade, que dificulta essas palavras serem digitadas.
Será isso um reflexo do cotidiano, do mundo atual, onde tudo parece vazio e sem sentido? Talvez... talvez tenha absorvido esse vazio...
E agora, esse vazio reside em meu peito....



Até quando? Talvez eternamente.... Devo me acostumar a isso um dia....................................

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Devaneios IV (Pensamentos soltos)

Basicamente uma semana se passou desde o último devaneio... nada me vem à mente, está tudo vazio: mente, coração, espírito. O que se passa? Não sei. Será esse o caminho do guerreiro, o qual devo trilhar? também não sei.
O que sei, é que tudo se esvai, os pensamentos, os devaneios. A realidade está alterada, nada é mais o que parecia ser antes.
Enfim, agora é esperar e ver o que acontece com essa nova realidade.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Devaneios III (Espíritos do Passado)

Devaneios III - 1

_ Que lugar é este?

Olho para os lados e me vejo cercado por bambus verdejantes, sinto o ar mais puro do que nunca; continuo a olhar em volta, vejo uma pequena queda d’água a minha frente, se dividindo em duas e formando uma pequena ilha no centro, lá vejo um homem a meditar.

Aproximo-me mais dele, vejo que veste um kimono em tons claros, e segura uma bela katana. Fico mais afastado, por não querer atrapalhar, mas ele já havia percebido minha presença desde que cheguei aqui.

_ Aproxime-se. - Disse ele.

Chego mais perto, e vejo em seu rosto uma expressão tão serena, que chega a me acalmar.

_ Quem és, e onde estamos? – Pergunto a ele.

_ Sou uma de tuas vidas passadas, e aqui é um canto ainda puro dentro de sua alma.

_ Puro? Como assim?

_ Cedeste à Besta dentro de ti, e isto fez com que sua alma fosse maculada.

_ Mas você sabe que não tive escolha, você, melhor que ninguém, sabe o sofrimento de um guerreiro, sabe o sofrimento de perder não só uma, mas diversas batalhas.

_ E tornar-se um monstro alivia isso?

_ Sim, a dor passou, os fantasmas do passado sumiram.

_ Sumiram, ou esta Besta não quer que você veja os erros que cometeu para que possa aprender com eles e evoluir?

_ Não! A dor passou! Sinto-me livre novamente! Não sinto necessidade da companhia de outros.

_ Isso porque sua alma está vazia. Sentes um vazio enorme em seu peito, estou correto?

Fico quieto por breves momentos, mas caio em prantos e respondo:

_ Sim.

_ Mas ainda há uma chance, volte para o caminho do guerreiro, retoma tua honra, assemelha teu espírito ao meu novamente.

_ Mas como?

_ Isso terás de descobrir sozinho, e também deverás trilhar este caminho sozinho.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Devaneios I - 2

Devaneios I – 2

Naquela noite chuvosa, caminhando a esmo, em meio a uma poça vejo aquele rosto refletido novamente.

_ Sei que me procuravas. – Ele disse.

_ Então sabes o porquê, não? – Respondo.

_ Sim.

_ Serei eu capaz de controlar estes impulsos bestiais?

_ Sim, e não. Você sente raiva, mas seu orgulho não permite mostrá-la, você sente angústia, mas é orgulhoso demais para aceitá-la, você é fraco, mas novamente o orgulho não permite que encare esse fato.

_ Quer dizer que meu orgulho me cega?

_ Sim. Enquanto não deixares o orgulho de lado, perceber que tudo tem dois lados, e aprender a controlá-los, não serás bom o suficiente para isso. Até lá, não me procures.

E ele some daquela poça.

Continuo a caminhar pensando no que ele diz, mas não faz sentido... Talvez seja por essa indiferença ao mundo e a mim mesmo. Mas por que me sinto assim? Por que isso? Não sei, mas nem mesmo estas palavras fazem sentido...

(texto incompleto por repentina indiferença ao mesmo, e conseqüente falta de inspiração)

sábado, 28 de agosto de 2010

Agora um novo livro de deavaneios, o Devaneios II, seguindo com cartas aleatórias, enquanto o Devaneios I terá diálogos de uma pessoa com ela mesma.... enfim:

DEVANEIOS II – 1

Carta de um coração morto

Deixo nestas linhas as últimas palavras de um coração a definhar.

Sei que meu tempo aqui é pouco, e não quero que seja diferente.

Bons momentos eu tive nesta vida, não posso negar, mas de batalhas vivi, ultrapassei barreiras que achava serem meus limites, me feri muito, mas a vontade de lutar era maior, mas, como todas as feridas, se não são bem curadas, tornam a te incomodar, ou até mesmo a sangrar novamente. As minhas se abriram, e sangrei.

Analisei cada sentimento, cada luta que tive, e percebi que a maioria foi em vão. Qual o motivo de tais feridas, pergunto eu? A resposta vem com o silêncio. Nenhum! Não há motivo para essas feridas, já que as lutas foram em vão.

Este coração hoje morre à toa, sem honra, sem a dignidade de morrer por alguém, morre de dor, tristeza e sofrimento, só não morre em silêncio, pois deixa estas palavras para os raros que as lerão.

Adeus, caros... Que vossos corações não tenham o mesmo destino que este, de morrer em prantos solitários.