terça-feira, 27 de abril de 2010

Capítulo 2

Antes de mais nada... desculpem-me por quase um ano de ausência, mas tive um bloqueio criativo imenso! Mas agora continuo a contar essa história... e como disse uma amiga: "nunca é tarde para terminar uma obra".
Eis o capítulo 2...


Acordo com o telefone do quarto tocando. Avisam que o café está servido, e a recepcionista me pergunta se vou descer para comer.
Ela tinha uma voz doce, suave, quase infantil.
Jogo uma água no rosto, pego uma roupa na mala e desco para comer.
Silêncio, corredores vazios, hall vazio, e só eu no salão onde servem o café... Só eu e a mesa posta com as comidas e bebidas.
Volto até a entrada para falar com a recepcionista, mas ela não está. "Deve ter dado uma saída" pensei. Voltei e tomei meu café, já que estava morrendo de fome.
Caminho até o quarto para pegar minhas coisas e ir embora e, não! de novo essas fotos?! E... espera! uma foto em que estou matando minha irmã, e.... argh! não consigo ver de novo aquela cena. Corro para o banheiro e coloco para fora todo o café que acabei de tomar.
Droga! Pego as fotos e rasgo elas, jogo num saquinho, enfio na minha mala e saio correndo quarto a fora. Entro no meu carro e me sinto mais seguro ao ver que não há nada de errado por ali.
Saio andando pela cidade, já reestabelecido do susto. Preciso me organizar, planejar... Primeiro, comer algo, já que meu café ficou no vaso; segundo: jogar fora essas fotos perturbadoras.
Me parece uma cidadezinha pacata, poucas pessoas na rua, alguns estabelecimentos fechados. Dirijo até uma padaria e paro ali para comer algo. As pessoas me olham meio estranho, mas nem dou bola, simplesmente como algo logo e saio. Em uma das ruas que cortam a avenida que eu passava vi que tinham ateado fogo em uma pilha de lixo, ótimo local pra me livrar daquelas coisas tenebrosas. Dou a volta, paro meu carro a uma certa distância e ao abrir a mala para pegar a sacola, qual o meu terror ao vê-las todas intactas e emplihadas! Pego elas e jogo no fogo; fico assistindo elas queimarem por alguns instantes para ter certeza de sua destruição. Agora preciso voltar para casa, preciso descobrir o que está acontecendo...

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