sábado, 28 de agosto de 2010

Agora um novo livro de deavaneios, o Devaneios II, seguindo com cartas aleatórias, enquanto o Devaneios I terá diálogos de uma pessoa com ela mesma.... enfim:

DEVANEIOS II – 1

Carta de um coração morto

Deixo nestas linhas as últimas palavras de um coração a definhar.

Sei que meu tempo aqui é pouco, e não quero que seja diferente.

Bons momentos eu tive nesta vida, não posso negar, mas de batalhas vivi, ultrapassei barreiras que achava serem meus limites, me feri muito, mas a vontade de lutar era maior, mas, como todas as feridas, se não são bem curadas, tornam a te incomodar, ou até mesmo a sangrar novamente. As minhas se abriram, e sangrei.

Analisei cada sentimento, cada luta que tive, e percebi que a maioria foi em vão. Qual o motivo de tais feridas, pergunto eu? A resposta vem com o silêncio. Nenhum! Não há motivo para essas feridas, já que as lutas foram em vão.

Este coração hoje morre à toa, sem honra, sem a dignidade de morrer por alguém, morre de dor, tristeza e sofrimento, só não morre em silêncio, pois deixa estas palavras para os raros que as lerão.

Adeus, caros... Que vossos corações não tenham o mesmo destino que este, de morrer em prantos solitários.

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