Devaneios I – 2
Naquela noite chuvosa, caminhando a esmo, em meio a uma poça vejo aquele rosto refletido novamente.
_ Sei que me procuravas. – Ele disse.
_ Então sabes o porquê, não? – Respondo.
_ Sim.
_ Serei eu capaz de controlar estes impulsos bestiais?
_ Sim, e não. Você sente raiva, mas seu orgulho não permite mostrá-la, você sente angústia, mas é orgulhoso demais para aceitá-la, você é fraco, mas novamente o orgulho não permite que encare esse fato.
_ Quer dizer que meu orgulho me cega?
_ Sim. Enquanto não deixares o orgulho de lado, perceber que tudo tem dois lados, e aprender a controlá-los, não serás bom o suficiente para isso. Até lá, não me procures.
E ele some daquela poça.
Continuo a caminhar pensando no que ele diz, mas não faz sentido... Talvez seja por essa indiferença ao mundo e a mim mesmo. Mas por que me sinto assim? Por que isso? Não sei, mas nem mesmo estas palavras fazem sentido...
(texto incompleto por repentina indiferença ao mesmo, e conseqüente falta de inspiração)
